Resolução de conflitos tributários: descubra os benefícios da Justiça Restaurativa

Yevgeny Mikhailovich
Yevgeny Mikhailovich Noticias
5 Min Read
Carlos Alberto Arges Junior

A crescente complexidade do sistema tributário brasileiro tem gerado inúmeros conflitos entre contribuintes e o Fisco. Segundo Carlos Alberto Arges Junior, advogado especialista, disputas fiscais, que frequentemente se arrastam por anos nos tribunais, não apenas sobrecarregam o sistema judiciário, mas também prejudicam a relação de confiança entre os cidadãos e o Estado. Nesse cenário, surge a Justiça Restaurativa como uma alternativa promissora para resolver esses conflitos de forma mais ágil, colaborativa e humanizada. 

Neste artigo, exploraremos os desafios e as perspectivas da aplicação da Justiça Restaurativa nesse campo.

A Justiça Restaurativa pode ser aplicada em conflitos tributários?

A Justiça Restaurativa, tradicionalmente utilizada em casos criminais, tem como princípio básico a promoção do diálogo entre as partes envolvidas em um conflito, buscando soluções consensuais que respeitem os interesses de todos. No contexto tributário, essa abordagem poderia ser aplicada em situações onde os contribuintes discordam de autuações fiscais ou enfrentam dificuldades para cumprir obrigações tributárias. 

Carlos Alberto Arges Junior
Carlos Alberto Arges Junior

No entanto, a aplicação da Justiça Restaurativa em conflitos tributários exige adaptações significativas, menciona o Dr. Carlos Alberto Arges Junior. Diferente dos crimes, onde há vítimas individuais e responsáveis claros, os conflitos fiscais envolvem questões técnicas e jurídicas complexas, além de interesses públicos amplos. O desafio está em equilibrar os direitos dos contribuintes com as obrigações legais do Estado, garantindo que a solução encontrada seja justa tanto para o indivíduo quanto para a sociedade. 

Quais são os principais desafios para implementar a Justiça Restaurativa no campo tributário?

Um dos maiores desafios para implementar a Justiça Restaurativa em conflitos tributários é a falta de estrutura e capacitação específica. Atualmente, os órgãos responsáveis pela administração tributária não estão preparados para conduzir processos restaurativos, que exigem habilidades como mediação, escuta ativa e construção de consensos. Além disso, a legislação brasileira ainda não contempla de forma clara a aplicação dessa abordagem em questões fiscais, o que cria incertezas jurídicas e dificulta sua adoção prática.

@carlosalbertoarge8

Planejamento Tributário na Mineração_ Estratégias Essenciais com Carlos Alberto Arges Junior Carlos Alberto Arges Junior explica como um planejamento tributário eficiente pode reduzir custos operacionais, evitar problemas com o fisco e garantir mais competitividade para empresas mineradoras. #CarlosAlbertoArgesJunior #AdvogadoCarlosAlbertoArgesJunior #QueméCarlosAlbertoArgesJunior #OqueaconteceucomCarlosAlbertoArgesJunior

♬ original sound – carlosalbertoarge8 – carlosalbertoarge8

Outro obstáculo é a desconfiança mútua entre contribuintes e o Fisco, pontua o Dr. Carlos Alberto Arges Junior. Muitos contribuintes enxergam o sistema tributário como opressor e burocrático, enquanto o Fisco frequentemente vê os contribuintes como potenciais sonegadores. Essa dinâmica de desconfiança dificulta o estabelecimento de um ambiente propício ao diálogo restaurativo. 

Quais são as perspectivas para o uso da Justiça Restaurativa em disputas fiscais?

Apesar dos desafios, as perspectivas para o uso da Justiça Restaurativa em disputas fiscais são promissoras, frisa o advogado Carlos Alberto Arges Junior. Casos piloto em outros países demonstram que essa abordagem pode reduzir significativamente o número de litígios tributários, liberando recursos para outras áreas prioritárias. Ademais, ela pode melhorar a relação entre contribuintes e o Fisco, promovendo maior adesão voluntária às obrigações fiscais e fortalecendo a confiança no sistema. 

Olhando para o futuro, a expansão da Justiça Restaurativa no campo tributário dependerá de mudanças institucionais e culturais. Será necessário criar normas claras que regulamentem seu uso, capacitar servidores públicos para conduzir processos restaurativos e desenvolver mecanismos de monitoramento e avaliação. Paralelamente, campanhas de sensibilização podem ajudar a desconstruir preconceitos e promover a ideia de que o sistema tributário deve ser um espaço de cooperação, e não de confronto. 

Em suma, a Justiça Restaurativa representa uma oportunidade única para transformar a forma como os conflitos tributários são resolvidos no Brasil. O Dr. Carlos Alberto Arges Junior enfatiza que, para que a Justiça Restaurativa alcance todo o seu potencial no campo tributário, será necessário investir em capacitação, regulamentação e mudança de mentalidade. Se bem aplicada, ela pode não apenas resolver disputas de forma mais eficiente, mas também contribuir para um sistema tributário mais justo e sustentável. 

Instagram: @argesearges

LinkedIn: Carlos Alberto Arges Junior

Site: argesadvogados.com.br

Autor: Yevgeny Mikhailovich

Share This Article
Leave a comment

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *