Regime tributário: Como escolher o melhor para sua empresa? Confira neste artigo

Diego Velázquez
Diego Velázquez Noticias
5 Min Read
Entenda como definir o regime tributário ideal para sua empresa e veja como essa decisão impacta diretamente os resultados com a análise de Victor Boris Santos Maciel ao longo do artigo.

Escolher o regime tributário é uma das decisões mais relevantes na estrutura financeira de qualquer negócio. Até porque, como frisa Victor Boris Santos Maciel, tributarista e conselheiro empresarial, a escolha inadequada pode comprometer a margem de lucro, o fluxo de caixa e a competitividade de forma silenciosa.

Assim sendo, a definição entre Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real não deve ocorrer por conveniência, mas por análise técnica consistente. A decisão envolve faturamento, estrutura de custos, setor de atuação e planejamento de crescimento. Pensando nisso, a seguir, abordaremos os principais modelos de regime tributário, seus impactos práticos e os critérios que orientam uma decisão segura.

O que é regime tributário e por que ele impacta tanto o resultado?

De acordo com Victor Boris Santos Maciel, CEO da VM Associados, o regime tributário define a forma como a empresa apura e recolhe seus impostos. Ele determina bases de cálculo, alíquotas aplicáveis e obrigações acessórias. Portanto, influencia diretamente o lucro líquido e a previsibilidade financeira do negócio.

No artigo, Victor Boris Santos Maciel explica como escolher o regime tributário mais adequado para sua empresa, considerando porte, faturamento e estratégia de crescimento.
No artigo, Victor Boris Santos Maciel explica como escolher o regime tributário mais adequado para sua empresa, considerando porte, faturamento e estratégia de crescimento.

Isto posto, muitas empresas tratam o regime tributário como mera formalidade contábil. No entanto, trata-se de uma decisão estratégica que pode alterar significativamente a carga fiscal anual. Pois, conforme a estrutura de custos e a margem operacional, um mesmo faturamento pode gerar impactos tributários muito distintos. Além disso, o enquadramento inadequado pode limitar créditos fiscais, elevar encargos ou até restringir oportunidades de expansão. Por isso, a análise deve considerar não apenas o presente, mas o posicionamento futuro da empresa.

O Simples Nacional é sempre a melhor opção para pequenas empresas?

O Simples Nacional costuma ser associado automaticamente a empresas de menor porte. De fato, ele unifica tributos e simplifica obrigações, o que reduz burocracia e facilita a gestão inicial. Entretanto, essa aparente vantagem não se confirma em todos os casos. Empresas com margens elevadas e poucas despesas dedutíveis podem se beneficiar do modelo simplificado. 

Contudo, negócios com folha de pagamento relevante ou com direito a créditos tributários podem encontrar limitações importantes. Desse modo, o Simples Nacional não deve ser escolhido apenas pelo nome, mas pela aderência ao modelo operacional da empresa, conforme frisa o tributarista e conselheiro empresarial, Victor Boris Santos Maciel.

Outro ponto relevante envolve o teto de faturamento. Empresas em expansão precisam avaliar se a migração futura para outro regime poderá gerar aumento abrupto de carga tributária. Assim, o planejamento prévio evita surpresas e protege a sustentabilidade financeira.

Lucro Presumido ou Lucro Real: qual modelo favorece maior eficiência fiscal?

O Lucro Presumido estabelece uma margem de lucro previamente definida pela legislação para fins de cálculo tributário. Essa presunção pode ser vantajosa para empresas com margem efetiva superior à estimada. Nesses casos, a tributação ocorre sobre uma base menor que o lucro real obtido.

Por outro lado, o Lucro Real considera o lucro contábil ajustado. Ele exige controle rigoroso, mas permite compensações e aproveitamento de prejuízos fiscais. Assim, empresas com margens reduzidas ou sazonalidade significativa tendem a encontrar maior equilíbrio no Lucro Real. Tendo isso em vista, para apoiar a decisão estratégica, alguns critérios devem ser observados:

  • Volume de faturamento anual e projeção de crescimento;
  • Margem de lucro efetiva e variação ao longo do exercício;
  • Estrutura de custos fixos e variáveis;
  • Percentual da folha de pagamento sobre a receita;
  • Possibilidade de aproveitamento de créditos tributários;
  • Complexidade administrativa suportável pela empresa.

Esses fatores, quando avaliados de forma integrada, permitem identificar o regime tributário mais eficiente. Ou seja, como pontua Victor Boris Santos Maciel, a decisão não deve ser isolada, mas alinhada ao planejamento estratégico e à governança empresarial. A escolha técnica evita desperdícios fiscais e fortalece a previsibilidade financeira. Portanto, uma análise comparativa detalhada entre cenários simulados é indispensável.

O regime tributário como uma ferramenta de planejamento

Em conclusão, o regime tributário não representa apenas obrigação legal, mas instrumento de planejamento financeiro e estratégico. Segundo o CEO da VM Associados, Victor Boris Santos Maciel, a escolha entre Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real exige análise técnica, visão de longo prazo e alinhamento com o modelo de negócio. Desse modo, empresas que tratam essa decisão de forma estruturada conseguem reduzir riscos, preservar margem e fortalecer sua competitividade.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

Share This Article