SUS amplia para 100 mil por mês o teleatendimento para problemas relacionados a apostas

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O Ministério da Saúde ampliou, em 4 de agosto de 2026, a capacidade de atendimento remoto em saúde mental para pessoas que enfrentam problemas relacionados a jogos e apostas. O serviço também está disponível para familiares e integrantes da rede de apoio. A oferta é feita pelo aplicativo Meu SUS Digital e passou de aproximadamente 600 atendimentos mensais para até 100 mil teleatendimentos por mês.

A iniciativa integra as ações do governo federal voltadas à prevenção, ao cuidado e à redução de danos associados às apostas. O atendimento é realizado de forma remota, sigilosa e por profissionais capacitados, com consultas psicológicas por videochamada. A proposta é funcionar como uma porta de entrada para a Rede de Atenção Psicossocial do Sistema Único de Saúde.

Como acessar o teleatendimento pelo Meu SUS Digital

Para utilizar o serviço, o cidadão deve entrar no aplicativo Meu SUS Digital com uma conta gov.br. Em seguida, é necessário acessar a área de serviços ou a seção de Miniapps e selecionar a opção relacionada ao atendimento em saúde mental para pessoas que apostam. O sistema apresenta um autoteste, que ajuda a indicar o encaminhamento mais adequado dentro da rede pública.

Conforme o resultado do autoteste, o usuário pode ser direcionado ao teleatendimento psicológico ou receber orientações sobre os serviços disponíveis na Rede de Atenção Psicossocial. O recurso não é restrito a quem realiza apostas: familiares e pessoas que participam da rede de apoio também podem buscar acolhimento e informações pelo canal.

Segundo o Ministério da Saúde, a ampliação representa uma mudança de escala na estratégia de telessaúde voltada a pessoas com necessidades relacionadas a jogos e apostas. A pasta também destaca que o atendimento remoto pode facilitar o primeiro contato com o cuidado em saúde mental, especialmente para quem ainda não procurou uma unidade presencial.

Atendimento pode levar à rede presencial do SUS

O teleatendimento não substitui todas as possibilidades de cuidado oferecidas pelo SUS. Depois do acolhimento inicial, o paciente pode receber acompanhamento psicológico, ser encaminhado para novos ciclos de teleconsultas ou direcionado a serviços presenciais, de acordo com a avaliação da equipe responsável e das necessidades identificadas.

Entre as alternativas estão as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Esses serviços fazem parte da Rede de Atenção Psicossocial e podem dar continuidade ao acompanhamento quando o atendimento remoto indicar a necessidade de suporte presencial. O encaminhamento é definido dentro do fluxo da rede pública, sem que o usuário precise escolher sozinho qual serviço procurar.

A Agência Brasil também informou que a capacidade prevista chega a 100 mil teleatendimentos mensais. A medida ocorre em um contexto de maior atenção do poder público aos efeitos das apostas digitais sobre a saúde mental e à necessidade de ampliar canais de orientação e cuidado para a população.

Serviço tem foco em cuidado e prevenção

A política pública não tem objetivo de estimular apostas. O foco é oferecer informação, acolhimento e encaminhamento a pessoas que identificam impactos negativos relacionados a jogos e apostas, além de apoiar familiares que convivem com essa situação. A abordagem considera que os efeitos podem alcançar não apenas quem aposta, mas também o núcleo de convivência e a rede de suporte.

O Ministério da Saúde orienta que o acesso seja feito pelo Meu SUS Digital, com autenticação pela conta gov.br. A partir do autoteste, a plataforma apresenta a orientação correspondente ao perfil informado pelo usuário. Como o serviço integra a estrutura do SUS, os casos podem ser encaminhados para modalidades de cuidado remoto ou para unidades presenciais da rede, conforme a necessidade.

A ampliação do teleatendimento reforça a incorporação da saúde mental ao debate sobre apostas no Brasil. Em vez de tratar o tema apenas sob a perspectiva regulatória, a iniciativa cria uma alternativa de acesso a profissionais e serviços públicos para pessoas afetadas. O atendimento remoto, por si só, não representa diagnóstico ou prescrição, mas pode orientar o cidadão sobre os caminhos de cuidado disponíveis no sistema de saúde.

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