Tal como evidencia o doutor Yuri Silva Portela, pós-graduado em geriatria, depois dos 60 anos, manter a vacinação em dia continua sendo uma medida importante de prevenção, principalmente porque algumas infecções podem causar complicações mais graves nessa fase da vida. Doutor Yuri Silva Portela, pós-graduado em geriatria, pontua a importância de acompanhar a caderneta e verificar regularmente as doses indicadas. Em 2026, o Calendário Nacional de Vacinação mantém recomendações específicas para pessoas idosas, incluindo a vacinação anual contra influenza e a vacinação periódica contra a covid-19.
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Por que a vacinação continua sendo importante? Veja com o Doutor Yuri Silva Portela
O envelhecimento pode provocar mudanças na resposta do organismo às infecções, o que torna a prevenção ainda mais relevante. Uma doença que apresenta sintomas leves em algumas pessoas pode provocar consequências mais importantes em idosos, principalmente quando existem outras condições de saúde associadas. Nesse cenário, a vacinação ajuda a reduzir o risco de determinadas doenças e de suas complicações.
Manter a caderneta atualizada também evita que doses importantes sejam esquecidas ao longo dos anos. Muitas pessoas deixam de acompanhar as vacinas depois da infância e da adolescência, como se a imunização fosse uma preocupação restrita às primeiras fases da vida. Na terceira idade, entretanto, ela continua fazendo parte dos cuidados preventivos e deve ser considerada junto a outras medidas de proteção e acompanhamento da saúde.
Quais vacinas merecem atenção?
Entre as recomendações para idosos está a vacina contra influenza, que deve ser tomada anualmente. A necessidade de repetir a vacinação está relacionada à circulação dos vírus e às atualizações realizadas nos imunizantes. Por isso, ter recebido uma dose em um ano não significa que a proteção deva ser ignorada na temporada seguinte ou que a vacinação possa ser deixada de lado nos períodos de maior circulação do vírus.

Segundo o Doutor Yuri Silva Portela, a vacinação contra a covid-19 também possui recomendação específica para pessoas idosas. Além dessas imunizações, o calendário contempla outras vacinas, como hepatite B e dT, de acordo com o histórico de cada pessoa. Há ainda vacinas indicadas em situações específicas, como aquelas relacionadas a determinadas condições de saúde, viagens ou características epidemiológicas de cada região.
O que a caderneta pode revelar sobre a proteção?
A caderneta permite verificar quais vacinas já foram administradas e identificar possíveis doses que precisam ser atualizadas. Isso pode ser especialmente útil quando a pessoa não se lembra de todo o histórico de imunização ou passou muitos anos sem conferir seus registros. Em caso de dúvida, a unidade de saúde pode orientar sobre a situação vacinal e esclarecer quais imunizações são indicadas para aquele momento.
Para o Doutor Yuri Silva Portela, transformar essa conferência em um hábito ajuda a evitar que a prevenção seja lembrada apenas durante campanhas. A caderneta pode ser levada às consultas e apresentada aos profissionais responsáveis pelo acompanhamento. Assim, a vacinação passa a integrar o cuidado contínuo, junto a outros aspectos da saúde do idoso, e pode ser acompanhada de forma mais organizada ao longo do envelhecimento.
Toda vacina é indicada para qualquer idoso?
Não. Embora existam recomendações gerais para pessoas com 60 anos ou mais, a indicação de algumas vacinas pode depender do histórico de doses, das condições de saúde, do local onde a pessoa vive ou de situações específicas. Fundada nisso, a idade, sozinha, não é suficiente para determinar todas as necessidades de imunização, e cada caso deve ser avaliado de acordo com as características do paciente.
Essa avaliação individual também permite esclarecer dúvidas sobre intervalos entre doses e situações particulares. O ideal é conversar com um profissional de saúde antes de tomar decisões sobre vacinas, especialmente quando existe alguma condição clínica ou quando a pessoa utiliza medicamentos continuamente. A caderneta oferece o ponto de partida para essa análise e ajuda a orientar quais cuidados podem ser necessários, comenta o Doutor Yuri Silva Portela.