PF investiga esquema de diplomas falsos de Medicina e identifica ao menos 45 registrados em CRMs

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Operação Canudo apura falsificação e venda de documentos acadêmicos usados para ingresso em faculdades e obtenção de registro profissional; mandados foram cumpridos em Minas Gerais e na Bahia

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 12 de agosto de 2026, a Operação Canudo, que investiga um esquema de falsificação e comercialização de diplomas e outros documentos acadêmicos relacionados a cursos de Medicina. Segundo a PF, a investigação identificou pelo menos 45 pessoas já inscritas como médicos em Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) que teriam contratado os serviços do grupo investigado. (Serviços e Informações do Brasil)

A operação foi deflagrada a partir de Montes Claros, no Norte de Minas Gerais. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, enquanto a Justiça autorizou dois mandados de prisão preventiva e um de prisão temporária contra investigados. (Serviços e Informações do Brasil)

As diligências ocorreram nos municípios mineiros de Montes Claros e Bocaiuva e nas cidades baianas de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães. A investigação aponta que a atuação do grupo não ficava restrita a uma única região e teria ramificações em diferentes estados brasileiros. (TMC)

Investigação começou após descoberta de diploma falso

A apuração que levou à Operação Canudo teve início em 2023, depois da identificação de um diploma falso apresentado ao Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul. A partir desse episódio, a Polícia Federal aprofundou as investigações para descobrir a origem do documento e identificar os responsáveis pela suposta fraude. (Folha de S.Paulo)

O avanço das diligências levou os investigadores a um esquema mais amplo. Além de diplomas que poderiam ser utilizados para tentar obter registro profissional, o grupo é suspeito de produzir outros tipos de documentação acadêmica falsa.

Segundo as informações divulgadas sobre a operação, esses documentos poderiam permitir que interessados ingressassem ou fossem transferidos para cursos de Medicina, inclusive em etapas mais avançadas da graduação. (TMC)

Pelo menos 45 registrados aparecem na investigação

Um dos pontos de maior repercussão da operação é a identificação de pelo menos 45 pessoas já inscritas como médicos em CRMs que, segundo a investigação, teriam adquirido documentação fraudulenta para conseguir registro profissional. (SBT News)

A informação não significa, por si só, uma condenação definitiva dessas pessoas. A investigação deverá esclarecer a participação individual de cada envolvido, a origem dos documentos apresentados e como as fraudes teriam sido utilizadas no processo de formação ou registro profissional.

O caso também chama atenção pelo possível impacto sobre a segurança dos pacientes. A Medicina exige formação acadêmica específica, atividades práticas e cumprimento de requisitos legais para o exercício profissional. Por isso, suspeitas envolvendo documentação falsa utilizada para obtenção de registros profissionais são especialmente relevantes para os sistemas de fiscalização da área da saúde.

Esquema teria atuação em vários estados

De acordo com a Polícia Federal, os elementos reunidos durante a investigação indicam que o esquema teria ramificações em diferentes estados do país. A apuração busca agora dimensionar a extensão da atuação do grupo e identificar outros possíveis beneficiários ou participantes. (Folha de S.Paulo)

O principal investigado, segundo informações divulgadas pela PF, já havia aparecido em uma investigação federal anterior, realizada em 2016, relacionada a uma organização criminosa envolvida em fraudes. (Folha de S.Paulo)

Os materiais apreendidos durante a Operação Canudo poderão ajudar a Polícia Federal a reconstruir a cadeia de produção e comercialização dos documentos, além de verificar se existem outros registros ou matrículas acadêmicas que tenham sido obtidos de maneira irregular.

Operação pode revelar dimensão maior das fraudes

Com o cumprimento dos mandados, a investigação entra em uma nova etapa. Computadores, celulares, documentos e outros materiais eventualmente recolhidos poderão ser analisados pelos investigadores para identificar contatos, pagamentos e possíveis novos envolvidos.

A dimensão definitiva do esquema ainda depende do avanço das investigações. Até o momento, o dado divulgado pelas autoridades é de que ao menos 45 pessoas já inscritas como médicos teriam recorrido aos documentos fraudulentos investigados. (SBT News)

O caso coloca novamente em evidência a importância da verificação da autenticidade de diplomas, históricos acadêmicos e demais documentos apresentados tanto às instituições de ensino quanto aos órgãos responsáveis pelo registro profissional.

A Operação Canudo continua em andamento, e novas informações poderão surgir após a análise dos materiais apreendidos e o avanço dos depoimentos e diligências. A Polícia Federal deverá aprofundar principalmente a identificação dos beneficiários do esquema e a forma como os documentos falsificados teriam sido utilizados para acesso aos cursos e ao exercício da Medicina. (Serviços e Informações do Brasil)

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